Saturday, November 20, 2010

O prazer de uma visita na biblioteca [Leitura]

Caminhei por aquele corredor sabendo exatamente o que me esperava. Estava ansiosa por esse reencontro, há tempos não punha os pés ali. Um lance de escada depois eles estavam lá, quietos me aguardando, organizados e etiquetados em fileiras. De diversas cores, tamanhos, idiomas. Uns novos outros já desgastados pelo tempo de uso, mas ainda assim, felizes por serem abertos.


Passei a mão pela prateleira ainda sem saber quem levaria comigo para a mesa, pensei em Paternosto, morri de amores por Dimenstein, decidi dar mais uma volta para ter certeza de que escolheria bem. Procurei por Machado de Assis, mas acabei me entretendo com teorias para construir pontes depois decidi voltar a minha prateleira habitual, a de comunicação, escolhi Paternostro.

Vi esses dias uma matéria na Tv em que o assunto abordado era a leitura digital, não que eu seja antiquada, mas prefiro mil vezes um livro impresso. Descobri isso, quando passeava por entre as prateleiras e curiosamente peguei três edições de um mesmo livro, "O Texto na Tv", a primeira gasta pelo tempo ainda branquinha e sem muitos recursos visuais, a segunda, já com a capa azul, também trazia marcas do tempo consigo e alguns poucos recursos gráficos, e a terceira, essa mais recente e vistosa, atualizada, cheia de recursos e sem graça.

Sem graça sim, a graça de ler um livro em biblioteca pública é justamente a de compartilhar conhecimentos, gosto de pegar um exemplar que venha grifado e com anotações - concordando ou contradizendo o autor(a) - e deixar as minhas opiniões ou grifar o que achei importante.

Livros digitais dificilmente me proporcionarão o prazer de discutir, de forma saudável e fundamentada, sobre diferentes temas e aprender com outras pessoas em um mesmo ambiente. E a troca de opiniões contrárias as minhas é algo que me dá prazer.

Com o tempo aprendi que, os livros são a ponte para o conhecimento e a biblioteca é a estrada que nos leva até ela. Livros digitais podem até ser práticos, afinal de contas o que vale é ler, mas são como tudo nessa sociedade moderna, ou seja, para serem lidos por uma pessoa e não proporciona a divisão de conhecimentos.


  

"...Os nossos textos são reflexos daquilo que lemos pela vida desde livros, revistas, jornais, panfletos, anúncios e até mesmo bulas de remédio. É a leitura que nos dá, vamos dizer... informações para que possamos escrever sem maltratar o idioma, descobrir um estilo, criar um texto de algum valor."
 Vera Íris Paternostro

1 comentários:

  1. Muito valor querida! Prefiro sim o papel, o cheiro, o sabor e a companhia de um livro impresso a um digital, mas discordo da ideia de comentahrios e troca de `leituras` porque a interação tem mais possibilidade no mundo da convergência... Mas nem se aproxima dos rabiscos e marcas sem manusei alheio em um querido livro impresso, beijos Tahty saudades, temos que fazer algo rs

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Obrigada pela visita!

e ah!

Obrigada pelo comentário...