Saturday, November 13, 2010

Onomatopéia

O som que eu quero imitar é mais ou menos assim: Tam tam, tam tam... tam tam tam tam tanana tananana...

Se eu fiz direito [sou péssima em onomatopéias] você percebeu que se trata de um hino, um tema, e se você tem mais de 20 anos e gosta de velocidade ligou esse tema à uma pessoa. E se você reconheceu o tema e o ligou à essa pessoa, sabe que ela é um mito do esporte. E é Brazuca! E eu tenho muito orgulho dele:

Meu ídolo, meu mestre - Ayrton Senna.

Sou uma das pessoas que lembra com carinho da vida e arte daquele piloto, sem desmerecer os demais, mas o Senna tinha três qualidades que eu admiro muito. Uma ele era humano. E muito humano, ele explodia na raiva, sorria quando gostava de alguma coisa, ficava sem graça quando envergonhado, enfim, ele era humano, inteligente e manipulador, como disseram, mas inteligente.

Dois, ele era competente. A competência dele é algo indiscutível,  ele tirava o máximo do mínimo. Ele transformava o pior carro no melhor carro de corrida. Três, ele era persistente e determinado. O céu era o limite para ele.

Na manhã do 1º de maio de 1994, minha mãe me fez ir à missa. Obviamente, não assisti àquela última corrida, aquelas últimas voltas já que ele não completaria a corrida, e pasmem, no momento de oração na igreja, ouvi o padre rezar pedindo proteção ao Ayrton. Não aguentei.

Voltei correndo pra casa, entrei gritando, mas minha mãe não permitiu que eu ligasse a TV enquanto o quarto não estivesse arrumado. Joguei as roupas sujas no cesto, as limpas no guarda-roupas, uma colcha sobre a cama e embolei o travesseiro as cobertas no guarda-roupas. Corri pra sala.

Daí minha mãe surgiu com a proposta - quer uma coca-cola pro almoço?  Vai comprar. Fui o mais depressa que pude, cheguei em casa correndo, aos prontos, perguntando: O que aconteceu com o Senna. Minha mãe me deixou ligar a TV. Era a vinheta do Plantão Globo - essa vocês também conhecem. Chorei mais ainda.

Tinha acabado de fazer meu primeiro contato com a morte. Tremia e perguntava o tempo todo, por que tinha que ser com ele aquele acidente? Não poderia ter sido com outra pessoa [maldade humana]? Não poderia. A morte do Senna criou um mito. Naquele mesmo ano, eu vi, um Brasil aplaudir emocionado uma equipe de futebol que antes de segurar a cobiçada taça do mundo, estendeu pelo campo uma faixa: Senna o tetra é nosso!

Falei disso por aqui hoje, por ter recebido um convite de um amigo para rever meu ídolo. Conheço o enredo de cor e salteado - é incrível a quantidade de informação que se gera sobre uma pessoa dessa importância. Assimilei ao longo dos anos o máximo de conteúdo que tive acesso sobre ele, me acostumei com a ausência, mas ainda sinto falta, o que me leva a crer que vou chorar enquanto o filme estiver rodando. Mas, não vou perder a chance de reviver tudo aquilo. Afinal, como era bom acordar aos domingos, vê-lo correr, ouvir os gritos do Galvão: Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil! E aquela música. A nossa música.

"Não importa o que você seja, quem você seja, ou que deseja na vida, a ousadia em ser diferente reflete na sua personalidade, no seu caráter, naquilo que você é. E é assim que as pessoas lembrarão de você um dia"
Ayrton Senna

3 comentários:

  1. OLÁ TATHY,

    VENHA TER ALGUNS MOMENTOS DE DESCONTRAÇÃO NO MEU BLOG: HUMOR EM TEXTO.

    ALÉM DE SER DE HUMOR É DE GRAÇA.

    UM ABRAÇÃO CARIOCA.

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  2. Owww..

    Legal, legal, muito legal

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